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Quero muito engravidar, e agora?

Somente um entre milhões de espermatozóides consegue, após percorrer o longo caminho desde a vagina até a tuba uterina, penetrar no óvulo e se fundir com ele. E não pense que a viagem acaba ali, agora o óvulo fertilizado precisa seguir até o útero, aonde o embrião vai se fixar e se desenvolver. O óvulo fecundado só se fixa no útero da mãe entre 5 a 7 dias após o ato sexual. Muitos erros e desencontros podem ocorrer durante todo esse processo, tanto que um grande número de fecundações termina num abortamento espontâneo depois de um pequeno atraso menstrual que passa despercebido.

O casal que deseja engravidar precisa entender como ocorre a fecundação, todas as etapas, para controlar a ansiedade e os receios que os acompanharão neste período de tentativas.

Veja abaixo as respostas para as dúvidas mais freqüentes, principalmente das mulheres.

Quanto tempo pode demorar até eu engravidar?
A maioria dos casais engravida dentro de um ano de relações sexuais sem contraceptivos. Porém, a ansiedade e os hábitos de vida podem influenciar no tempo que o casal vai levar para ter um bebê.

A freqüência com que mantenho relações sexuais com meu parceiro influencia na fertilidade?
Pode influenciar sim. O sexo diário ou esporádico (menos de duas ou três vezes por mês) é prejudicial à contagem de espermatozóides. Alguns especialistas sugerem o sexo em quatro dos seis dias mais férteis, outros recomendam sexo dia sim dia não.

Como posso saber os meus dias férteis?
Você consegue calcular seus dias férteis aos subtrair 14 dias do seu ciclo menstrual (geralmente ele tem de 28 a 30 dias). Se, por exemplo, o seu ciclo tem 30 dias contados do primeiro dia da menstruação, subtraia 14 de 30, o resultado é 16. Portanto, o 16º dia do ciclo é a data estimada da sua ovulação. Considera-se o período fértil os dois dias que antecedem a ovulação e os dois dias depois dela.

Existem posições que aumentam as chances de engravidar?
Alguns especialistas recomendam que a mulher fique deitada por 20 minutos depois do ato sexual, mas não existe nenhuma prova conclusiva de que isso aumente a chance de concepção.Além da posição, as mulheres que chegam ao orgasmo durante o sexo engravidam mais rápido, pois os espasmos do orgasmo ajudam o esperma a chegar ao útero e às trompas.

Há variáveis que podem influenciar no sexo do embrião?
Segundo o médico e professor de obstetrícia da Faculdade de Medicina da Unicamp (SP), Dr. Ricardo Barini, em entrevista no site do Dr. Drauzio Varella, quanto mais próxima da ovulação for a relação sexual, maior probabilidade de a criança ser do sexo masculino. Quanto mais distante do momento da ovulação, maior a chance de ser uma menina.

A idade influencia na fertilidade?
Enquanto os homens produzem milhões e milhões de espermatozóides ao longo da vida, salvo exceções, as mulheres produzem um único óvulo por mês e por um tempo limitado, até atingirem a menopausa, geralmente entre os 45 e os 55 anos de idade. Além disso, a fertilidade diminui com os anos, mesmo antes da menopausa, quando a mulher para de ovular. Depois dos 35 anos ocorre a diminuição da quantidade e da qualidade dos óvulos, o aumento da probabilidade de doenças como diabetes e a menor freqüência das relações sexuais.

O meu estilo de vida pode prejudicar ou aumentar a minha fertilidade?
Não há estudos que indiquem uma ligação direta entre os hábitos de vida e a fertilidade. Entretanto, se seguirmos o raciocínio lógico de que uma alimentação saudável, a prática regular de atividades físicas e abstinência de bebidas alcoólicas e de cigarro contribuem para o bom funcionamento do organismo e ajudam a prevenir doenças crônicas, essas boas práticas também podem contribuir para o funcionamento adequado do aparelho reprodutor.

Fonte: Livro “Concepção e gravidez depois dos 35 anos” da PubliFolha e site do Dr. Drauzio Varella (consultado em 19/11/2007).  Autor: Vivian Beltrame Awad e Designer: Pabla Vieira  - Portal Unimed do Brasil

Mulheres grávidas precisam e devem se exercitar

Praticar exercícios físicos e manter uma alimentação equilibrada são importantes em qualquer época da vida. A melhora do condicionamento do corpo e bem estar físico e mental são alguns benefícios adquiridos com o hábito. Durante a gravidez essas práticas também são recomendadas. No entanto, antes de começar qualquer atividade é fundamental a liberação do médico e o auxílio de um profissional de educação física.

Atividades físicas adequadas só trazem benefícios para a gestante. Além de diminuírem as chances de ocorrer complicações obstetrícias, proporcionam uma recuperação mais rápida após o parto, evitam as dores nas costas, mantêm o equilíbrio emocional e reduzem o estresse comum nesse período. Outro aspecto essencial durante a gestação é o controle do peso. Mulheres obesas têm mais chances de sofrer abortos espontâneos e de ter complicações como hipertensão e diabetes gestacional. Os exercícios físicos auxiliam a gestante a combater esses eventuais problemas.

O programa de exercícios ideal inclui atividades aeróbicas, ginástica com pesos e alongamento. A mulher que normalmente não pratica nenhuma atividade física deve começar com exercícios de baixo impacto como: natação, hidroginástica e caminhada. Quem já tem o hábito de se exercitar deverá adaptar seu treino diminuindo a intensidade e a velocidade à medida que a gravidez evolui.

As atividades físicas recomendadas variam de acordo com o período da gestação. Confira abaixo qual o exercício adequado em cada fase:

Do 1º ao 3º mês

Caminhada – caminhe diariamente de 20 a 30 minutos. Encontre o seu ritmo e adapte-o a sua energia a cada dia. Peça para alguém lhe acompanhar.

Alongamento – Se puder pratique exercícios de alongamento duas a três vezes por semana, entre 30 e 60 minutos. Eles diminuem a tensão muscular, ativam a circulação, liberam os movimentos e aumentam a consciência corporal.

Hidroginástica – exercício relaxante que na companhia de outras pessoas e em horários fixos, de duas a três vezes por semana, acabam se tornando bons motivadores.

Ioga - os movimentos suaves da ioga ajudam na respiração, além de fortalecer os músculos e dar mais flexibilidade. Se as séries forem leves podem ser praticadas diariamente, ou três vezes por semana.

Do 4º ao 6º mês

Caminhada vigorosa – nesse período é recomendada diariamente ou quatro vezes por semana, pelo menos por 30 minutos. A caminhada melhora o condicionamento cardiovascular e “recarrega as baterias”.


Hidroginástica – os exercícios praticados na água amortecem o impacto sobre as articulações. Pratique de três a quatro vezes por semana, se conseguir. Se as aulas tiveram mais do que 30 minutos pare antes de ficar cansada.

Exercícios em elípticos – aparelho encontrado em academias que eliminam a tensão no abdômen, nas costas e nos músculos dos pés. Recomenda-se trocar a corrida por esse tipo de exercício nessa fase da gestação. Pratique de quatro a cinco vezes por semana, se este for o único exercício, no máximo 30 minutos.

Abdominais modificados – Prefira o abdominal deitada. O método tradicional deve ser evitado. Uma bola de ginástica ajuda a fazer abdominais mais intensos e seguros. Faça três séries de 8 a 10 repetições, pelo menos duas vezes por semana.

Do 7º ao 8º mês

Natação – nesse período recomenda-se nadar com braçadas longas ou apenas boiar de costas. O maiô deve ser confortável de maneira que não atrapalhe os movimentos. O ideal é praticar natação diariamente, de 20 a 30 minutos.

Tai-chi – essa prática é ideal para esse período da gestação. Os movimentos leves ajudam a relaxar e a poupar energia para o nascimento do bebê. Pratique de 10 a 30 minutos, de duas a três vezes por semana.

Antes de começar a praticar qualquer um desses exercícios consulte o seu médico para se saber quais atividades você poderá realizar em casa fase da gestação. A opinião dele é imprescindível.

Fonte: Livros “Concepção e gravidez depois dos 35 anos” e “A Saúde dos nossos filhos”, Publifolha (pesquisa realizada no dia 21 de maio de 2007)..  Autor: Thaís Vieira  - Portal Unimed do Brasil.

 



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