Saúde Online
Notícias de Saúde
27/02/2009
Mau-hálito é sinal de desequilíbrio no organismo
Mais do que mal-estar físico, o mau-hálito ou halitose ocasiona um desconforto social. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas dos Odores demonstra que, quando alertadas por um amigo ou familiar sobre a halitose, 49% das pessoas se sentem constrangidas com a situação.
O mal se caracteriza pela produção de odores no corpo relacionados aos processos de digestão e fermentação por meio de bactérias, que nem sempre são prejudiciais. Na verdade, elas fazem parte do processo natural do organismo. “Essa fermentação produz alguns gazes e substâncias voláteis que podem ser eliminadas pela via aérea e levar a halitose”, explica o otorrinolaringologista, cooperado da Unimed Cascavel, Luciano Gerolamo Gomes.
Um engano de muitos é acreditar que esses odores são provenientes do estômago. “Alguns alimentos podem gerar halitose em qualquer pessoa. É o caso das bebidas alcoólicas, alho, cebola e pimentas. Todos, depois de serem metabolizados pelo estômago e intestino, passam para a corrente sanguínea e são eliminados pelo pulmão numa forma volátil”, detalha Gomes.
Normal e temporária em determinados casos, a halitose pode também ser um indicativo de que existe algo de errado no organismo. “No campo do otorrino as causas mais comuns são as amigdalites crônicas caseosa, a língua saburrosa, a sinusite ou as faringites. Existem também problemas relacionados à dentição e também, em alguns poucos quadros, de refluxo gastroesofágico”, pontua o especialista.
Em geral, quando se torna algo recorrente é melhor investigar. Caso faça a escovação e higiene bucal seguindo as orientações de seu dentista e, mesmo assim, note ou pessoas próximas percebam que está com halitose é melhor procurar por especialistas. Além do dentista, um otorrinolaringologista também é indicado para orientar possíveis causas.
A pérola chamada caseum
Segundo o médico, o diagnóstico só é mais controverso no caso de amigdalite caseosa. “Em nossas amígdalas existem buraquinhos que chamamos de criptas, que podem acumular algum tipo de alimento e esse pode ser fermentado por bactérias presentes na boca, formando pequenas bolinhas brancas em forma de pérolas, às quais chamamos de caseum”, detalha.
O caseum pode gerar halitose e também inflamações “de repetição” nas amígdalas. “A prevenção se faz por meio de gargarejos específicos para remover e ou diminuir a formação dessas bolinhas”, indica Gomes.
No caso da língua saburrosa é a presença de alimentos entremeados no tapete de papilas da língua que, assim como o caseum, pode ser fermentado e gerar halitose. Já na saburra lingual a limpeza da língua com um raspador específico pode ajudar a diminuir o odor. Em geral, a halitose é de fácil tratamento.
Este material foi produzido pela equipe de Comunicação da Unimed do Brasil - Autor: Aline Molica